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Antropologia

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Os ambundu do Kuanza-sul, província angolana cercada pelo Bengo, Benguela, Huambo, Bié, Malanje e Kuanza-Norte e Oceano Atlântico, são tanto, agro-pecuários, quanto caçadores e pescadores, actividades que melhoram a dieta, de si já rica, visto serem povos há muito sedentários.
A pesca é feita normalmente em rios, visto inexistirem chanas e lagos na região. Rios como o Kuanza, Longa, Nhia, Phumbuiji, entre outros, oferecem variadíssimos peixes, alguns de grande porte. O nguingui/phonde (bagre grande), òlundo (bagre pequeno) icuso/ikele (tilápia), òtimpa, iriuriu, (tuqueia), phele (espécie de corvina), hála (caranguejo de água doce), entre outras espécies, abundam as águas destas paragens.

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Ù-XILA (fabricar) utensílios de pesca, de cozinha, de caça, de canto e dança, de uso quotidiano é uma das actividades complementares para os Ambundu do Kuanza Sul.

Produzem-se para a caça arcos e flechas, cacetes, armadilhas diversas; para a pesca anzóis, redes, armadilhas diversas, nassas entre outros; para a casa e cozinha, xisa(1), (esteira), Musalu (peneira), kinda (balaio), kualo (cesto), produtos de olaria como panelas e moringues à base de argila, almofariz e pilão; batuques e guitarras, chocalhos, dikanzas, entre outros instrumentos para o canto e a dança; para a agricultura charruas e arados puxados por bois; e ainda a destilação do makiakia (kaporroto) que aquecer as noites frias e "alegra os tristonhos".

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Tenho-me guiado na coragem do Reverendo Gabriel Vinte e Cinco que tenho como guia espiritual neste “reencontrar origens” e procuro dedicar-me à causa que é "trazer a verdade sobre os Ambundu do Kuanza Sul".
E tento hoje abordar de forma vivencial a circuncisão entre os Ambundu do Kuanza-sul (Lubolo, Kipala, Kissama*, Haco e Sende)(1).
Ao contrário dos Bakongo que por norma efectuam a circuncisão à nascença, os povos do Libolo e Kibala mandam os rapazes para a "casa de água" (onzo-y-mema)(2) na adolescência ou na segunda infância, aí entre os seis ou sete aos catorze anos de idade.

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Nunca é demais explicar que o meu engodo pela descrição de factos vividos e presenciados no Lubolo e Kibala resultam da minha descendência Lubolista/Kibalista.
Nestas linhas tentarei trazer à memória episódios distanciados há mais de vinte e cinco anos, mas que se mantêm intactos.
Embora sedentários, a caça entre os povos que habitam o Lubolo (Libolo) e a Kibala é uma actividade de importância transcendental, na medida em que permite o enriquecimento da dieta alimentar. Serve igualmente de exercício para aptidões mentais e físicas. Pois só homens dotados de inteligência e robustez são capazes de conseguir presas e desfazer-se de iminentes predadores.

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