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Festicalulo 2017

Antropologia

Tenho-me guiado na coragem do Reverendo Gabriel Vinte e Cinco que tenho como guia espiritual neste “reencontrar origens” e procuro dedicar-me à causa que é "trazer a verdade sobre os Ambundu do Kuanza Sul".
E tento hoje abordar de forma vivencial a circuncisão entre os Ambundu do Kuanza-sul (Lubolo, Kipala, Kissama*, Haco e Sende)(1).
Ao contrário dos Bakongo que por norma efectuam a circuncisão à nascença, os povos do Libolo e Kibala mandam os rapazes para a "casa de água" (onzo-y-mema)(2) na adolescência ou na segunda infância, aí entre os seis ou sete aos catorze anos de idade.

Nunca é demais explicar que o meu engodo pela descrição de factos vividos e presenciados no Lubolo e Kibala resultam da minha descendência Lubolista/Kibalista.
Nestas linhas tentarei trazer à memória episódios distanciados há mais de vinte e cinco anos, mas que se mantêm intactos.
Embora sedentários, a caça entre os povos que habitam o Lubolo (Libolo) e a Kibala é uma actividade de importância transcendental, na medida em que permite o enriquecimento da dieta alimentar. Serve igualmente de exercício para aptidões mentais e físicas. Pois só homens dotados de inteligência e robustez são capazes de conseguir presas e desfazer-se de iminentes predadores.

A autoridade tradicional é imposta por procedimentos considerados legítimos porque sempre teria existido, e é aceite em nome de uma tradição reconhecida como válida. O exercício da autoridade nos Estados desse tipo é definido por um sistema de status, cujos poderes são determinados, em primeiro lugar, por prescrições concretas da ordem tradicional e, em segundo lugar, pela autoridade de outras pessoas que estão acima de um status particular no sistema hierárquico estabelecido (Max Webber)" (1).