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Antropologia

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Os povos do Lubolo e da Kibala, municípios da província angolana do Kwanza-Sul, consideram-se kisoco por isso mesmo são pacíficos os actos matrimoniais entre estes dois povos do grupo ambundu.

O acto matrimonial tem início com o galanteio ou conquista (useka), sendo normalmente o homem quem toma a iniciativa ou os pais deste, podendo ainda a família contrária propor o mesmo à família do rapaz.

Normalmente, é na transição entre a adolescência e juventude que começam os galanteios quando não se tratem de indivíduos já adultos e em segundas núpcias. A idade biológica é irrelevante, falando mais a robustez física, atendendo a maturidade precoce ou retardada dos indivíduos. O desenvolvimento físico na mulher é factor de relevância.

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No período colonial as autoridades tradicionais foram fundamentais para a preservação da cultura angolana e combate contra as forças ocupacionais, tendo os portugueses apenas conseguido a ocupação efectiva do interior de Angola já em pleno século XX. Os sobas do Libolo foram conhecidos como “dos mais aguerridos combatentes” de então.

Não foi possível dissertar, mas não fugi à investigação.

Victor Kajibanga, Natural da Lunda sul, proeminente sociólogo e académico fez-me o convite ao telefone. Daqueles difíceis. Pois afigurava-se como faca de dois gumes. Negar a um convite vindo de alguém como Kajibanga seria um erro. Dai que aceitei partir para a investigação do tema proposto “A Visão do Estado sobre as autoridades tradicionais”. Havia porém outro senão. Nunca tinha dissertado sobre um tema semelhante e até porque estava em “território alheio”.

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A importância sociohistórica e linguísticocultural do Município do Libolo surge intimamente relacionada com as suas origens. A forte resistência, por parte dos chefes indígenas e suas populações, à fixação de colonos e políticas de aculturação da região determinadas pela administração portuguesa, são atestadas desde o século XVI, ou seja, desde os primórdios da chegada dos portugueses a Angola. Os pesquisadores do actual projecto acreditam que esta resistência tem também, na sua base, a defesa da população contra o resgate de escravos efectuado na região, que seriam enviados depois para a zona costeira (Amboim e barra do Cuanza), antes de serem embarcados para o entreposto de São Tomé e remetidos para o Brasil e América Caraíba.

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Os ambundu do Kuanza-sul, província angolana cercada pelo Bengo, Benguela, Huambo, Bié, Malanje e Kuanza-Norte e Oceano Atlântico, são tanto, agro-pecuários, quanto caçadores e pescadores, actividades que melhoram a dieta, de si já rica, visto serem povos há muito sedentários.
A pesca é feita normalmente em rios, visto inexistirem chanas e lagos na região. Rios como o Kuanza, Longa, Nhia, Phumbuiji, entre outros, oferecem variadíssimos peixes, alguns de grande porte. O nguingui/phonde (bagre grande), òlundo (bagre pequeno) icuso/ikele (tilápia), òtimpa, iriuriu, (tuqueia), phele (espécie de corvina), hála (caranguejo de água doce), entre outras espécies, abundam as águas destas paragens.

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